Seminário discute a produção de peixes no Cerrado

Agência Brasil – ABr – Aliar a produção de peixe à geração de renda e à conservação da biodiversidade do cerrado. A idéia será uma das atrações apresentadas no Seminário Experiências Comunitárias de Meios de Vida Sustentáveis no Cerrado, promovido pela Embrapa Cerrados, em parceria com o Ibama e a Universidade de Brasília. O evento acontece hoje e amanhã, no auditório da Embrapa-sede, nesta capital.

O projeto de hortipiscicultura será implantado nos próximos sessenta dias no assentamento Serra Dourada, a 250 quilômetros de Brasília. O objetivo é criar peixes no rio Araguaia, como a Caranha, o Piau Cabeça Gorda e o Matrichã, a partir de ração a base de frutos do cerrado.

A receita inclui frutos como genipapo, jatobá, baru, mangaba, murici, goiaba e araticum. O projeto também prevê a instalação de um abatedouro, onde a produção de peixes será comercializada com valor agregado. Estima-se que a produção possa chegar a 1,5 mil quilos do alimento, no final de um ano. O resíduo do abatedouro, rico em nutrientes, será processado e incorporado à ração que vai voltar a alimentar os peixes dos tanques, fechando o ciclo de produção.

A intenção do zootecnista Luis Roberto Carrazza, que coordena o projeto em Serra Dourada, é que a iniciativa se transforme em exemplo de política pública para a reforma agrária e o assentamento de sem-terra, já que a piscicultutra a base de frutas do cerrado é mais econômica e não polui o meio ambiente. “Além de ser um exemplo de produção sustentável, piscicultura integrada a uma horta é uma forma de geração de renda para as comunidades assentadas”, destacou o zootecnista. O custo do projeto está orçado em R$ 120 mil.

Lílian Tahan

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