Agência Brasil – ABr – Estudo realizado pela Funasa entre 2000 e 2002 aponta progressivo controle da tuberculose nas aldeias indígenas. Desde 1999, a incidência da doença, que entre os índios chega a ser cinco vezes maior do que a registrada entre os não índios, vem caindo a uma taxa de 12,9% ao ano.O trabalho, cujos dados foram consolidados recentemente, mostra que em 2001 e 2002 as mortes causadas por tuberculose corresponderam, respectivamente, a 1,6% e 0,9% do total de óbitos registrados entre a população indígena.
Entre 1993 e 1994, as mortes atribuídas à tuberculose correspondiam a 3,9% do total de óbitos nas aldeias. Em 2000, de cada 1.000 índios, 1,7 morria de tuberculose. Em 2002, a mortalidade geral por tuberculose caiu para 0,7 por mil habitantes. O estudo revela ainda que a cura da tuberculose nas áreas indígenas aumentou de 78% em 2000 para 81,9% em 2002. O número de pacientes indígenas que abandonam o tratamento também diminuiu. Em 2001, 11,8% não completavam o tratamento, contra 8,4% em 2002. A pesquisa foi realizada pela equipe técnica do Departamento de Saúde Indígena (Desai).