Floresta Nacional do Tapajós encerra comemorações dos 30 anos

Ibama – Gestão da Floresta Nacional do Tapajós; Contribuição da Ciência e Tecnologia; Produtos e Serviços da Floresta e Visão Externa Sobre a Floresta Nacional do Tapajós, são blocos temáticos a serem discutidos durante o Seminário: “Floresta Nacional do Tapajós – 30 anos de história”, evento alusivo aos trinta anos de criação da Unidade, ocorrida no dia 19 de fevereiro de 1974.

O seminário, que acontece no período de 23 a 26 deste mês nas dependências do Amazon Park Hotel, em Santarém (PA), encerra as comemorações do aniversário da Unidade de Conservação. Foram convidados para a abertura da programação, prevista para as 20 horas do dia 23, a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o presidente do Ibama Marcus Barros, o Diretor de Florestas do Ibama Antônio Carlos Hummel, o gerente do Ibama em Santarém Paulo Maier e o gerente do Ibama em Belém Marcílio Monteiro. Após a abertura haverá o lançamento de um CD com músicas compostas por comunitários da FLONA, que serão apresentadas pelo violonista de renome internacional, Sebastião Tapajós, e o lançamento do Livro “Desafios, resultados, ameaças e oportunidades em uma Unidade de Conservação na Amazônia: A Floresta Nacional do Tapajós”.

No segundo dia de discussão será apresentada a primeira versão do plano de manejo da Flona/Tapajós para os próximos cinco anos, discutido em conjunto com a chefia da flona, instituições parceiras, governos e comunidades. Para o chefe da Unidade, o biólogo Ângelo de Lima Francisco, a expectativa é que o seminário seja um espaço de amplas discussões sobre o papel da Unidade de Conservação e as perspectivas futuras no contexto regional – Oeste do Pará.

Localização: A Floresta Nacional do Tapajós está localizada na região oeste do Pará, abrangendo os municípios de Belterra, Rurópolis, Aveiro e Placas. Faz limite com o rio Tapajós, com a rodovia BR 163/Santarém-Cuiabá (160 Km) e com o rio Cupari.

Histórico

Com 600.000 hectares, a Floresta Nacional do Tapajós localizada no Oeste do Pará é uma das poucas Unidades de Conservação que cumpre seus objetivos previstos na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC (lei 9.985/2000), com a implementação de projetos de exploração madeireira, turismo, pesquisa, educação ambiental e projetos comunitários de geração de renda.

A lei define ainda que as terras de uma Floresta Nacional são de posse e domínio públicos, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas, reconhecendo e admitindo a permanência somente de populações tradicionais que a habitam quando de sua criação, de acordo com o Plano de Manejo e regulamentado por contrato através da Cessão de Direito Real de Uso.

Dentro da Flona Tapajós moram 1.200 famílias, distribuídas em 26 comunidades que vivem da agricultura de subsistência e do extrativismo vegetal. Projetos como a confecção de móveis artesanais de madeira morta, bolsas e utensílios de couro vegetal, extração de óleos como andiroba e copaíba e, mais recentemente, a confecção de mantas de borracha, são desenvolvidos pelo Ibama e parceiros para melhorar a renda das famílias.

Parceiros

São desenvolvidos na Flona Tapajós projetos de pesquisa promovidos pelo programa LBA (alterações climáticas) IPAM (Seca Floreta), UFPA (Universidade Federal do Pará), Museu Goeldi, Embrapa, INPA e USP; projetos junto às comunidades como a oficina cabocla (IPAM) e os desenvolvidos pelo projeto Saúde e Alegria.
 

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